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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
André Mendonça desobriga irmãos de Toffoli de depor em CPI no Senado

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André Mendonça desobriga irmãos de Toffoli de depor em CPI no Senado

Ministro do STF entende que José Eugênio e José Carlos são tratados como investigados e possuem direito à não autoincriminação.

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 26, que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado Federal. A convocação de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli havia sido aprovada na quarta-feira pela comissão, que investiga transações financeiras envolvendo a empresa Maridt Participações, ligada à família Toffoli, e um fundo de investimento do Banco Master.

A decisão de Mendonça baseia-se no princípio da não autoincriminação. O ministro destacou que, ao serem tratados pela CPI na condição de investigados, os irmãos têm a faculdade de comparecer ou não ao ato, conforme jurisprudência consolidada do STF. Para o magistrado, obrigar o depoimento sob essas condições violaria o direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo. A defesa dos irmãos Toffoli argumentou que a convocação carregava ameaças de responsabilização penal indevida.

Suspeitas sobre a Maridt Participações

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O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sustenta que existem indícios de que a Maridt tenha operado como empresa de fachada. O foco da investigação reside em movimentações financeiras relacionadas ao resort Tayayá, no Paraná, que pertenceu à empresa familiar. A comissão busca entender se houve lavagem de dinheiro por meio desses aportes, conectando as operações bancárias do Banco Master às atividades da Maridt.

Próximos passos da investigação

Com a decisão liminar de André Mendonça, o depoimento dos irmãos torna-se facultativo, o que esvazia a estratégia da comissão de confrontar os investigados diretamente com os dados bancários obtidos. A CPI do Crime Organizado deve agora focar em outros requerimentos aprovados e na análise de documentos técnicos para tentar avançar na tese de lavagem de dinheiro, sem depender obrigatoriamente das oitivas dos familiares do ministro do Supremo.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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