O mercado de transferências de janeiro já começou a ser monitorado de perto pelo Barcelona. Após investir aproximadamente 175 milhões de euros (um pouco mais de R$ 1 bilhão na cotação atual) em contratações para o início da temporada, o clube se prepara para um período de contenção de gastos.
Devido a uma reforma no Camp Nou, a equipe catalã retornará ao Estádio Olímpico Lluís Companys por alguns meses, resultando em perda de receitas e possíveis complicações no que diz respeito ao Fair Play financeiro.
Deco, diretor esportivo do Barcelona (Foto: IMAGO / AFLOSPORT)
Sem uma noção clara sobre o que esperar no próximo período de transferências, o Barça pode optar por vender jogadores como uma alternativa viável para aproveitar a regra do 1:1, com o intuito de reforçar o elenco em caso de necessidades específicas.
A expectativa é que as transferências dos jogadores possam ter um papel crucial no planejamento a longo prazo, como ocorreu com a venda de Ferran Torres ao Paris Saint-Germain.
O Barcelona está considerando duas alternativas: inicialmente, a diretoria pretende investir em empréstimos de jogadores durante este período instável e, além de saídas temporárias, a equipe blaugrana planeja vender pelo menos dois atletas, conforme informado pelo jornal “Sport”.
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Venda de veteranos em pauta
Segundo informações do periódico espanhol, a equipe catalã está analisando duas vendas que possuem grande importância estratégica. A primeira envolve Ronald Araújo, que poderia render 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 326 milhões na cotação atual) se o Liverpool decidir exercer a opção de compra.
Embora a idade do jogador esteja um pouco acima do que os Reds costumam considerar, as perspectivas do Barcelona em relação a uma possível negociação são otimistas, pois o uruguaio vem se destacando na liga inglesa e o clube inglês possui recursos disponíveis para investir.
Ronald Araujo foi emprestado pelo Barcelona ao Liverpool (Foto: Imago/APL)
A outra venda em consideração por parte do Barça é a do goleiro Marc-André ter Stegen. Neste caso, a preocupação do clube não se limita apenas ao valor que seria obtido em uma possível negociação, embora isso seja relevante, mas também à gestão da folha salarial.
O motivo é que o clube teve que arcar com uma parte significativa do salário do atleta durante os empréstimos ao Girona e ao Ajax. Contudo, no caso do clube neerlandês, a decisão foi considerada um investimento que trouxe retorno, uma vez que o goleiro se firmou como titular absoluto e ganhou espaço para retornar à seleção alemã, fator que pode resultar em uma valorização ainda maior do jogador no mercado.
Conforme informações do jornal espanhol, dentro do Barcelona, acredita-se que durante o próximo verão será viável realizar uma transferência definitiva do goleiro — que estará em seu último ano de contrato — proporcionando uma economia relevante na folha salarial.
Marc-André ter Stegen em atuação pela seleção da Alemanha (Foto: IMAGO / Pressinphoto)
Foco em negócios pendentes
Além das transações envolvendo veteranos, o clube também está atento a negociações que não foram concretizadas na última janela. Conforme relatado pelo “Sport”, a prioridade é definir o futuro de Marc Casadó e tratar da possível saída de jogadores da defesa, uma vez que Alejandro Balde e Jules Koundé não estão nos planos do Barcelona, embora os atletas tenham manifestado o desejo de continuar no Camp Nou.
A equipe vê, em uma venda, ativos valiosos que podem gerar um retorno financeiro considerável. Com os novos objetivos estabelecidos, se na janela anterior a intenção foi fortalecer o elenco ao máximo, na próxima abertura do mercado, o foco será a venda de jogadores, a captação de recursos e a redução da folha salarial, sendo essa a única forma identificada pelo clube para possibilitar a chegada de novos reforços e potencializar ainda mais o elenco.
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