Nesta sexta-feira (18), o Chelsea sofreu uma derrota de 3 a 0 para o Brentford, atuando fora de casa, na quinta rodada da Premier League. A equipe enfrentou dificuldades para transformar a posse de bola e a presença no ataque em chances claras, resultando em um revés merecido. Os gols que garantiram a vitória dos Bees foram marcados por Jaidon Anthony, Igor Thiago e Fábio Carvalho.
Mais do que o impacto do resultado, a partida apresentou uma nova realidade para o Chelsea nesta temporada da Premier League. Pela primeira vez, a equipe se viu em desvantagem no placar e não conseguiu encontrar uma reação. Quando foi necessário buscar uma resposta ofensiva para alterar o curso do jogo, o setor que vinha sendo considerado a principal virtude da equipe não apresentou desempenho.
O ataque, que havia sido bastante eficiente nas quatro rodadas iniciais, não conseguiu marcar e expôs uma dificuldade que ainda não havia sido testada neste início de temporada.
Um Chelsea carente de suas principais alternativas
A linha de ataque do Chelsea chamava atenção não apenas pelos números, mas também pela forma como os gols eram criados. Foram 10 gols em quatro partidas, mas a produção ofensiva ia além dos números: os atacantes se movimentavam frequentemente, trocavam posições, se aproximavam para criar linhas de passe e encontravam espaços com regularidade.
Quando surgiam oportunidades, a equipe mostrava também capacidade de ser letal. Essa característica atribuía identidade ao início do trabalho de Xabi Alonso. Contudo, contra o Brentford, praticamente nada disso se manifestou.
O Chelsea apresentou um jogo engessado, com pouca capacidade de acelerar as jogadas ou desorganizar a equipe adversária. A falta de João Pedro teve um impacto considerável, principalmente devido à habilidade do atacante em participar das combinações no setor ofensivo, mas isso não justifica, sozinho, uma atuação que careceu de alternativas para avançar o jogo. Sem o mesmo repertório que havia sido visto anteriormente, os Blues tornaram-se previsíveis.
O problema se acentuou porque os Blues precisavam reagir ao sofrer o gol. Nas partidas anteriores, a equipe havia conseguido controlar diversas situações sem ter que lidar com a desvantagem no placar. Contra o Brentford, no entanto, foi necessário encontrar soluções para superar uma equipe que agora tinha ainda mais motivos para proteger sua vantagem.
O Chelsea não conseguiu essas respostas e finalizou a partida sem a fluidez que havia caracterizado seu começo na Premier League.
Defensiva, tradicionalmente, apresentou falhas
Jogadores do Chelsea cabisbaixos após gol do Brentford (Foto: Paul Terry / Sportimage / IMAGO)
Se o ataque mostrou uma versão muito abaixo daquela observada nas rodadas iniciais, a defesa confirmou a preocupação que tem acompanhado o time desde o início da temporada. O Chelsea continua vulnerável sem a posse de bola, concede espaços facilmente e não demonstra a firmeza necessária para suportar uma partida quando a produção ofensiva não aparece. Os gols sofridos contra o Brentford, nesse aspecto, mantiveram um padrão que Xabi Alonso ainda não conseguiu quebrar.
Agora, são 12 gols sofridos em cinco partidas na Premier League, número que atualmente coloca o Chelsea como detentor da pior defesa da competição.
Os Blues também não conseguem completar uma partida do campeonato sem sofrer gols desde janeiro. Já são 21 jogos consecutivos levando gols na Premier League, uma sequência que se estendeu mesmo com a mudança de comando, evidenciando que o problema defensivo permanece sem solução.
Comentários: