Empresários que controlam quatro entidades que faturaram, juntas, R$ 700 milhões na farra dos descontos indevidos do INSS, revelada pelo Metrópoles, assinaram contratos de consultoria que incluíam até cláusula “anticorrupção” com familiares de ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), investigados por suspeita de receber propina para permitir as fraudes contra aposentados.
A reportagem teve acesso a contratos entre empresas do grupo e consultorias do advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios André Fidelis, e de Thaisa Hoffman, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgilio de Oliveira Filho. Esses pagamentos estão sob suspeita de terem sido utilizados como propina aos agentes públicos investigados pela Polícia Federal (PF).
Segundo a investigação publicada pelo Metrópoles em 5/10, os empresários Igor Dias Delecrode, 28 anos, Felipe Macedo Gomes, 35, Anderson Cordeiro, 38, e Américo Monte, 45, controlam as entidades Amar Brasil Clube de Benefícios (R$ 324 milhões), Master Prev (R$ 232 milhões), ANDAPP (R$ 94 milhões) e AASAP (R$ 63 milhões).
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviados à CPMI do INSS indicam que esses empresários, que também são donos de fintech, construtora e empresa de crédito consignado, ostentam joias, casas e carros de luxo em Alphaville, região nobre de Barueri, na Grande São Paulo. Entre os registros, consta ao menos um pagamento de R$ 93 mil feito por Américo Monte a Erica Fidelis.
O Metrópoles procurou os citados por meio de suas defesas e empresas, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.
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