Capital Brasil Notícias

Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
EUA investigam 60 países, incluindo o Brasil, por omissão contra trabalho escravo

Geral

EUA investigam 60 países, incluindo o Brasil, por omissão contra trabalho escravo

Escritório de Comércio (USTR) apura se falhas na fiscalização geram concorrência desleal para empresas americanas; medida pode resultar em tarifas punitivas.

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma investigação contra 60 países sob a acusação de que a falta de rigor no combate ao trabalho forçado estaria prejudicando os interesses comerciais estadunidenses. O Brasil está na lista de nações escrutinadas, ao lado de parceiros como China, México, Canadá e membros da União Europeia.

A iniciativa, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, não tem como foco principal as violações de direitos humanos em si, mas sim a concorrência desleal. Segundo o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, empresas americanas estariam em desvantagem competitiva ao enfrentar produtos estrangeiros que possuem “custos artificiais reduzidos” devido à exploração de mão de obra escrava.

Países Investigados e Impacto na América Latina

Leia Também:

A lista de 60 nações abrange os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos. Na América Latina, além de Brasil e México, países como Argentina, Colômbia, Uruguai e Venezuela também foram notificados.

O objetivo da USTR é determinar se os governos desses países adotam medidas suficientes para proibir a exportação de bens produzidos por trabalho forçado. Caso a agência conclua que as políticas locais são “desarrazoadas ou discriminatórias”, a Casa Branca terá autoridade para:

Aplicar tarifas punitivas sobre produtos específicos.

Estabelecer restrições comerciais e barreiras de importação.

Próximos Passos e Defesa

As autoridades dos países notificados, incluindo o governo brasileiro, têm até o dia 15 de abril de 2026 para enviar comentários por escrito e resumos de depoimentos para a USTR. Audiências públicas estão agendadas para o dia 28 de abril, onde as partes interessadas poderão apresentar seus argumentos.

No Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) ainda não se manifestaram oficialmente sobre a investigação, mas a notícia coloca em alerta setores exportadores que dependem do mercado americano, como o agronegócio e a indústria têxtil.

Veja mais notícias

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!