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Sabado, 23 de Maio de 2026
Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço dos EUA

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Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço dos EUA

As vendas para o exterior cresceram 9,1%, o maior valor para o mês na série histórica, com o desempenho recorde sendo sustentado pelo aumento das vendas para a Ásia e Europa, que compensaram a queda de 37,9% nas exportações para os Estados Unidos.

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A diversificação dos mercados de destino das exportações brasileiras compensou os efeitos da retaliação comercial imposta pelo governo dos Estados Unidos (o “tarifaço”). Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgados nesta quinta-feira (6), as vendas do Brasil para o exterior cresceram 9,1% em outubro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo um valor recorde para o mês desde 1989.

O crescimento ocorreu mesmo com uma forte queda de 37,9% nas vendas para os Estados Unidos. No total, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões em outubro, resultando em um superávit comercial de US$ 6,96 bilhões.

Queda nas Vendas para os EUA

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A retração nas exportações para a América do Norte foi de 24,1%, sendo a única região com redução nas vendas em outubro. O principal fator para essa queda foi a diminuição de 82,6% nos embarques de petróleo bruto para os EUA, o que representou uma perda de US$ 500 milhões.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, observou que a queda não se restringiu aos produtos tarifados: “Mesmo produtos que não foram tarifados, como óleo combustível e celulose, sofreram queda”, indicando uma possível redução na demanda norte-americana, além do impacto direto das tarifas.

Mercados Alternativos Impulsionam o Recorde

O recuo nas exportações para os EUA foi amplamente compensado pelo aumento nas vendas para outras regiões:

Ásia: Crescimento de 21,2%, impulsionado por China (+33,4%), Índia (+55,5%), Cingapura (+29,2%) e Filipinas (+22,4%).

Produtos em Destaque: Soja (+64,5%), óleos brutos de petróleo (+43%) e minério de ferro (+31,7%).

Europa: Crescimento de 7,6%, com destaque para minérios de cobre (+823,6%), carne bovina (+73,4%) e celulose (+46,8%).

América do Sul: Alta de 12,6%, puxada por óleos brutos de petróleo (+141,1%).

Brandão destacou que a redução nas exportações para os Estados Unidos tem sido constante nos últimos três meses, com quedas de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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