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Terça-feira, 07 de Julho de 2026
Fúria de pecuaristas americanos com plano de Trump de importar mais carne argentina

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Fúria de pecuaristas americanos com plano de Trump de importar mais carne argentina

O presidente Donald Trump anunciou um plano para aumentar as importações de carne bovina argentina (podendo quadruplicar a cota de 20 mil para 80 mil toneladas) para reduzir preços, gerando revolta em pecuaristas americanos.

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O anúncio do presidente americano Donald Trump sobre um acordo para aumentar a entrada de carne bovina argentina nos Estados Unidos, visando a queda dos preços ao consumidor, provocou forte indignação entre os pecuaristas, tradicionalmente eleitores republicanos.

O produtor rural Christian Lovell, de Illinois, expressou a frustração do setor, classificando a proposta como “uma traição aos pecuaristas americanos“. O sentimento é de abandono em favor de um concorrente estrangeiro.

Segundo fontes da Casa Branca, o plano em discussão é quadruplicar a cota tarifária de importação de carne bovina argentina, passando de 20 mil toneladas para 80 mil toneladas. A controvérsia surge em um momento delicado, após o governo Trump conceder um resgate financeiro ao aliado argentino Javier Milei através de um swap cambial de US$ 20 bilhões.

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“É uma contradição,” declarou Bill Bullard, presidente da organização de pecuaristas R-CALF, que esperava políticas de desestímulo às importações.

Impacto nos Preços e Falta de Concorrência

Apesar da fúria dos produtores, economistas especializados minimizam o potencial impacto da carne argentina nos preços. David Anderson, economista da Universidade Texas AeM, afirma que, até o momento, a carne argentina representa apenas 2,1% do total das importações americanas e que o país importa mais do Uruguai.

  • Impacto Improvável: Anderson e Arlan Suderman (economista da StoneX) concordam que o aumento de importações da Argentina dificilmente terá um efeito significativo nos preços, sendo o Brasil (maior exportador mundial) a verdadeira “ameaça” caso as tarifas de 50% sobre sua carne fossem reduzidas.
  • Causas da Alta: A subida dos preços internos da carne se deve a uma combinação de fatores: o menor número de cabeças de gado em 74 anos nos EUA, seca e alta demanda.

Lovell aponta outro problema crucial: “Nós, pecuaristas americanos, não controlamos o preço da carne bovina neste país. São as grandes processadoras de carne que definem o preço,” já que apenas quatro empresas concentram cerca de 80% do mercado, limitando a concorrência.

Em meio às críticas, a Casa Branca anunciou um pacote de medidas de apoio ao setor na semana passada, buscando acalmar a indignação dos produtores.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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