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Domingo, 31 de Maio de 2026
Líder do Hamas afirma que guerra em Gaza está encerrada

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Líder do Hamas afirma que guerra em Gaza está encerrada

Khalil Al-Hayya diz ter recebido garantias dos EUA e mediadores; acordo prevê cessar-fogo permanente, retirada de Israel, libertação de reféns e prisioneiros palestinos.

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O líder exilado do Hamas, Khalil Al-Hayya, anunciou nesta quinta-feira (09) ter recebido garantias dos Estados Unidos, mediadores árabes e da Turquia de que a guerra em Gaza chegou ao fim. O grupo palestino confirmou o alcance de um acordo para cessar-fogo permanente e o início da retirada das forças de ocupação israelenses da região.

Termos do acordo e retirada de tropas

Khalil Al-Hayya, em discurso televisionado, afirmou: “Hoje, anunciamos que o acordo foi alcançado para pôr fim à guerra e à agressão contra o nosso povo e iniciar a implementação de um cessar-fogo permanente e a retirada das forças de ocupação”.

Leia Também:

O acordo prevê:

O fim da guerra e o cessar-fogo permanente.

A retirada das forças militares israelenses de Gaza.

A abertura da passagem de Rafah em ambas as direções.

A libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos.

De acordo com uma cópia do documento obtida pela CNN, no prazo de 24 horas após a aprovação do plano pelo governo de Israel, as forças militares israelenses devem se posicionar ao longo da Linha Amarela, a linha inicial proposta para a retirada.

Libertação de reféns e prisioneiros

A resolução a ser votada pelas autoridades israelenses detalha os prazos de libertação. O presidente norte-americano, Donald Trump, principal arquiteto do cessar-fogo, já afirmou que os reféns deverão ser libertados na segunda ou terça-feira da próxima semana, e ele deve visitar o Egito e Israel no domingo.

Reféns: No prazo de 72 horas após a retirada das tropas, 20 reféns israelenses vivos e 28 reféns falecidos (incluindo quatro não israelenses) serão libertados do cativeiro em Gaza.

Prisioneiros Palestinos: Em troca, Israel iniciará a libertação de prisioneiros, o que inclui:

250 palestinos condenados à prisão perpétua, que serão libertados mediante acordo de expulsão para Gaza ou para o exterior e de não regresso a Israel.

1.700 residentes de Gaza e 22 menores detidos após 7 de outubro, não envolvidos nos ataques.

Os corpos de 360 pessoas designadas como “terroristas” também serão devolvidos.

A decisão final sobre o acordo é aguardada nas próximas horas, mediante a votação do governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu.

Ponto de discórdia

Apesar do acordo, Osama Hamdan, outro líder do Hamas, afirmou que o grupo não aceita o desarmamento e que precisam de armas e de resistência. O desarmamento era uma das condições exigidas por Israel para o cessar-fogo.

FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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