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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Ministério Público denuncia mais dez policiais por abusos na Operação Contenção

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Ministério Público denuncia mais dez policiais por abusos na Operação Contenção

Agentes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) são acusados de invadir domicílios e obstruir câmeras corporais durante a incursão mais letal da história do Rio.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou, nesta quinta-feira (12), duas novas denúncias contra dez policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão. Os agentes, lotados no Batalhão de Ações com Cães (BAC), são acusados de invadir residências e estabelecimentos comerciais sem autorização judicial, além de manipularem propositalmente as câmeras acopladas aos uniformes para esconder suas ações.

Segundo a 2ª Promotoria de Justiça, os policiais utilizaram chaves mestras, facões e chaves de fenda para forçar a entrada nos imóveis. Imagens analisadas mostram que, uma vez dentro das casas, os agentes vasculharam objetos pessoais e chegaram a consumir alimentos das geladeiras dos moradores. Em uma segunda frente da denúncia, cinco desses policiais foram flagrados posicionando as câmeras corporais de forma inadequada, apontando-as para locais que impediam a visualização das abordagens, desrespeitando a obrigatoriedade do uso dos equipamentos.

O rastro de letalidade da Operação Contenção

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A incursão de outubro de 2025 é considerada a mais letal da história do estado, com um saldo de 122 mortos, incluindo cinco policiais militares. Realizada com um efetivo de 2,5 mil agentes, a ação visava enfraquecer a cúpula do Comando Vermelho, mas foi duramente criticada por organizações de direitos humanos e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por descumprir protocolos de segurança em favelas. Enquanto o governo estadual classificou a operação como um “sucesso” e alegou legítima defesa nos confrontos, moradores denunciaram execuções sumárias.

Com as novas acusações, sobe para 19 o número de policiais militares denunciados por ilegalidades durante a Contenção. Além das invasões e obstrução de imagens, denúncias anteriores apontam a apropriação indébita de fuzis abandonados, peças de veículos e outros bens de moradores. O caso agora segue para julgamento na Auditoria Militar, enquanto a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) analisa o impacto da operação para emitir recomendações formais ao governo brasileiro.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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