O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, retorna à Casa Branca na segunda-feira, 20 de janeiro.
Antes de sua posse, o republicano já atua como uma espécie de presidente interino.
Trump antecipou-se ao presidente Joe Biden e anunciou, na quarta-feira, 15, o acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.
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Neste novo mandato, o republicano contará com maioria de deputados na Câmara dos Representantes e no Senado para avançar com sua agenda econômica e internacional.
“O retorno de Trump à Casa Branca pode representar a retomada do protagonismo dos Estados Unidos no cenário internacional“, afirma o presidente do Conselho da Fundação da Liberdade Econômica (FLE), Márcio Coimbra.
Nos próximos quatro anos, Trump poderá enfrentar desafios geopolíticos, como a guerra na Ucrânia, além de problemas econômicos internos deixados por seu antecessor Joe Biden.
Protagonismo
Após sua vitória, Trump mostrou-se interessado na compra da Groenlândia, na renomeação do Golfo do México, na anexação do Canadá e na disputa pelo Canal do Panamá.
São questões que, até então, eram impensáveis para um presidente americano.
Para Márcio Coimbra, o traquejo de Trump como empresário do ramo imobiliário será refletido nas negociações internacionais nos próximos anos, marcando um novo modelo de gestão.
“Trump se vê muito mais como empresário que chegou à presidência do que como político. Ele não tem os limites que a política impõe a qualquer pessoa. Isso sempre fez parte do seu modo de agir“, diz o presidente do Conselho da FLE.
A mesma postura agressiva de Trump deve ser usada para mudar o cenário global:
“Todo mundo espera que ele seja habilidoso, mas ele pode quebrar essa regra do jogo. Trump dá um tiro mais longo para alcançar um objetivo mais curto“, afirma Márcio Coimbra.
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