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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
PF deflagra Operação Lage em Chamas contra grilagem e incêndio criminoso na Terra Indígena Igarapé Lage

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PF deflagra Operação Lage em Chamas contra grilagem e incêndio criminoso na Terra Indígena Igarapé Lage

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10/12), a Operação Lage em Chamas, com o objetivo de combater crimes de grilagem de terras públicas e incêndio criminoso na Terra Indígena (TI) Igarapé Lage

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Nova Mamoré/Guajará-Mirim (RO) — A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10/12), a Operação Lage em Chamas, com o objetivo de combater crimes de grilagem de terras públicas e incêndio criminoso na Terra Indígena (TI) Igarapé Lage, situada entre os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, em Rondônia. Cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, foram cumpridos.

Segundo as investigações, um grupo criminoso promoveu a ocupação ilegal da área por meio de desmatamento em larga escala, chegando a dividir cerca de 70 quilômetros quadrados da terra indígena em aproximadamente 100 lotes, que eram oferecidos para venda. A prática ocorreu apesar de a área ser de propriedade da União e destinada exclusivamente ao uso das comunidades indígenas.

Os investigadores também apuram o envolvimento dos suspeitos em um ataque ocorrido em agosto de 2024, quando sete indivíduos encapuzados invadiram a TI Igarapé Lage, efetuaram disparos de arma de fogo e incendiaram a residência e a motocicleta de uma família indígena. A ação, segundo a PF, teria sido uma tentativa de coação para forçar a desocupação da área. A família, que incluía crianças, precisou fugir para sobreviver.

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A Terra Indígena Igarapé Lage, demarcada em 1981, abriga cerca de mil habitantes distribuídos em mais de seis aldeias. A região enfrenta pressões crescentes: desde o fim de 2022, mais de 800 hectares foram desmatados ilegalmente.

Entre 2024 e 2025, a Polícia Federal, em conjunto com forças de segurança, órgãos ambientais e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), realizou 10 operações na região. As ações resultaram na retirada de dezenas de invasores, destruição de estruturas clandestinas, apreensão de equipamentos, veículos e madeira, além da inutilização de pontos de extração ilegal e de pontes utilizadas para facilitar a entrada de grileiros.

A análise de materiais apreendidos em operações anteriores permitiu identificar novos suspeitos, o que motivou o cumprimento dos mandados desta quarta-feira.

Os investigados poderão responder por crimes como ocupação ilegal de terras públicas, desmatamento, associação criminosa e pelo ataque armado e incêndio contra a família indígena. As investigações continuam sob a condução da Polícia Federal e supervisão da Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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