Seul – O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, conseguiu evitar o avanço de um processo de impeachment neste sábado (7), após parlamentares governistas boicotarem a votação na Assembleia Nacional. A oposição vinha pressionando pela destituição do líder após a controversa declaração de lei marcial no país no início da semana.
De acordo com a mídia local, membros do partido governista People Power Party abandonaram a sessão legislativa na sexta-feira (6), inviabilizando a votação do impeachment. Apesar do revés para a oposição, novos pedidos contra o presidente já estão em pauta, e o cenário político segue tenso.
O mandato de Yoon Suk Yeol entrou em xeque após ele decretar lei marcial na última terça-feira (3), justificando a medida como necessária para “limpar elementos pró-Coreia do Norte” do governo. O ato autorizou o envio de tropas militares e policiais à Assembleia Nacional, gerando confrontos com manifestantes contrários à decisão.
A resposta do Parlamento foi enérgica: em uma votação unânime, os legisladores derrubaram a lei marcial, e o presidente foi forçado a revogar a medida sob intensa pressão política e social.
Diante das críticas, Yoon pediu desculpas publicamente na sexta-feira. “Peço perdão à população por ter imposto a lei marcial. Reconheço que a situação poderia ter sido tratada de maneira diferente”, afirmou.
Apesar das desculpas, a oposição permanece determinada a desafiar o governo. Diversos pedidos de impeachment já foram protocolados, e líderes oposicionistas consideram a declaração de lei marcial uma ameaça à democracia do país.
O desenrolar da crise política deixa o governo de Yoon Suk Yeol fragilizado e sob constante escrutínio, em um momento em que o presidente tenta restabelecer sua autoridade frente à crescente insatisfação popular e parlamentar.
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