No último sábado (26.set.2026), ocorreu o casamento de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, na Casa Fasano, localizada em São Paulo. A noiva é Thaís, embora seu sobrenome não tenha sido divulgado.
O acesso ao local foi fortemente restrito por um esquema de segurança, tornando a área ao redor praticamente inacessível para aqueles que não estavam entre os convidados. A casa de festas se encontra na avenida Alcides Sangirardi, no bairro Cidade Jardim, uma região de alto padrão da capital paulista.
Estiveram presentes no casamento, além de ministros do Superior Tribunal de Justiça, várias outras autoridades.
A coordenação da segurança foi realizada pela Polícia Judicial, responsável pela segurança interna do Poder Judiciário. Também operaram na área equipes da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, da Romu (Rondas Ostensivas Municipais), da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
A rua que dá acesso à Casa Fasano ficou completamente interditada, sendo permitida apenas a entrada dos convidados do evento. A ciclovia nas proximidades e um trecho do Parque Linear Bruno Covas também foram fechados.
Foi proibido o uso de drones na região. De acordo com os policiais presentes, há um sistema que pode interromper o sinal desses equipamentos. Eles também informaram que qualquer pessoa que operar drones no local poderá ser identificada e responsabilizada.
Jornalistas que estavam registrando a movimentação na área foram fotografados por policiais.
Motoristas que passaram pela região buzinavam e faziam xingamentos em direção ao local do evento. No entanto, não houve relatos de protestos nas proximidades da Casa Fasano.
O empresário Gabriel Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, proprietário da Riachuelo, publicou um vídeo nas redes sociais onde mostra o bloqueio da rua do casamento neste sábado (26.set). Durante a filmagem, um dos seguranças do evento aparece dando um tapa e derrubando o celular de Kanner no chão.
Ele relatou, em suas redes sociais, que estava voltando para casa após o trabalho quando se deparou com a rua interditada e foi orientado a retornar por policiais e seguranças.
No dia anterior à cerimônia, na sexta-feira (25.set), a equipe do Poder360 esteve na área da Casa Fasano para acompanhar os preparativos do evento, mas foi impedida de se aproximar pelos seguranças do local.
Profissionais de segurança solicitaram que as imagens fossem apagadas ao perceberem que o local estava sendo fotografado, alegando que se tratava de uma “área privada”. Eles não se identificaram.
O Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise sem precedentes em sua história.
Documentos e mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foram tornados públicos pela Polícia Federal e contribuíram para uma intensificação da crise na instituição. Essa divulgação revelou a relação entre Vorcaro e Moraes, resultando em um embate entre os dois ministros sobre a condução das investigações.
O caso foi amplamente divulgado em 1º de setembro, quando Mendonça decidiu retirar o sigilo de documentos da PF que haviam sido gerados a partir da análise do celular de Vorcaro. Esses documentos continham mensagens, registros de contatos e informações que indicavam uma relação próxima entre o banqueiro e Moraes.
A decisão de Mendonça gerou uma reação por parte de Moraes. Em 3 de setembro, o ministro solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, alegando indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na atuação do colega.
No dia seguinte, Fachin interveio, retirando o pedido contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que a questão fosse tratada em outro procedimento. Horas após essa decisão, Fachin afirmou que os eventos recentes reforçavam a necessidade de encerrar o próprio inquérito das fake news, iniciado em 2019 e relatado por Moraes.
Em 15 de setembro, o STF protegeu momentaneamente o ministro Alexandre de Moraes de ser investigado sobre suas relações com Daniel Vorcaro, que estava preso sob suspeita de corrupção, após o ministro Flávio Dino solicitar vista para analisar o caso. Naquela data, o plenário da Corte deliberaria sobre a possibilidade de investigar Moraes em relação a Vorcaro.
Com o pedido de vista de Dino, o Regimento do STF permite que o caso seja devolvido em até 90 dias a partir da data do pedido. Assim, a decisão sobre investigar Moraes pode ser tomada somente após as eleições de outubro.
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