Nos últimos 20 anos, mais de 1.700 jornalistas foram assassinados no mundo, seja em decorrência de suas funções ou enquanto exercem seu trabalho. Em 2024, 54 jornalistas foram mortos – 52 homens e 2 mulheres. Os dados são da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgados nesta sexta-feira (13).
O ano de 2024 foi o de maior número de mortes de jornalistas em conflitos armados, com 31 mortes registradas até 1º de dezembro, sendo 16 delas na Palestina, onde jornalistas cobriam o conflito entre Israel e o Hamas. A RSF aponta as forças armadas israelenses como uma das principais responsáveis pelos ataques à liberdade de imprensa.
Além da Palestina, a RSF registrou mortes de jornalistas em diversos países, como Paquistão (7), Bangladesh (5), México (5), Sudão (4) e outros.
Em relação a jornalistas presos, desaparecidos ou sequestrados, 550 profissionais estavam ou estiveram encarcerados em 2024, um aumento de 7,2% em relação a 2023. A China, a Birmânia e Israel lideram o número de jornalistas presos. Além disso, 55 jornalistas foram sequestrados, sendo 38 desses casos na Síria, e 95 jornalistas estavam desaparecidos até o final de novembro.
A RSF também se posiciona favoravelmente à regulamentação das redes sociais, citando o impacto das postagens ofensivas contra jornalistas, especialmente no contexto das eleições.
A organização alerta, ainda, para a crescente hostilidade contra a imprensa, incluindo o possível retorno de Donald Trump à presidência dos EUA e a situação instável na Síria.
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