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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
Sabores da Agrotec: histórias de trabalho e renda do campo à mesa

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Sabores da Agrotec: histórias de trabalho e renda do campo à mesa

Na feira, empreendedores transformam produtos da região em novas receitas e têm a chance de expor seus negócios. Roselane Buzaite, que atuou por mais de 20 anos no comércio, é um exemplo.

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Na feira, empreendedores transformam produtos da região em novas receitas e têm a chance de expor seus negócios.

Roselane Buzaite, que atuou por mais de 20 anos no comércio, viu sua vida mudar quando ficou desempregada e a pandemia alterou seus planos. Assim, a pequena chácara, que até então era utilizada apenas nos fins de semana, passou a ter um novo propósito. Foi nesse local que ela percebeu uma oportunidade em um alimento muito comum na mesa dos portovelhenses: a macaxeira.

Seis anos se passaram e Roselane agora planta, colhe e transforma sua própria produção.

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“Eu planto, colho e processo. Comecei vendendo a macaxeira e hoje faço coxinha, bolinha de queijo, croquete, chips, bolo, massa e até pasta de alho e pimenta com mandioca.”

Oportunidade a partir do produto regional

Diversos empreendedores, assim como Roselane, descobriram na Agrotec uma vitrine para exibir seus produtos. Na feira, o público tem a chance de encontrar lanches, biscoitos, bolos, doces, leite, iogurtes e várias outras opções que ressaltam as possibilidades de renda a partir da produção local.

Heber Costa, por exemplo, encontrou sua chance com o cupuaçu. Há menos de dois anos, ele e a esposa começaram a elaborar biscoitos feitos com essa fruta regional. O que inicialmente encantou familiares e amigos se transformou em uma nova fonte de renda.

“A gente compra o cupuaçu aqui da região. Começamos porque é uma fruta regional, diferente e com um sabor maravilhoso. Ontem trouxemos os produtos para a Agrotec e vendemos tudo. Estamos muito felizes”.

Da máquina à farinha

Outro empresário, chamado Ferrari, está presente na feira com uma trajetória de 26 anos. Natural do Paraná, ele se mudou para Rondônia em 1986 e, após trabalhar com estruturas metálicas, decidiu criar sua primeira máquina para a produção de farinha.

“Fiz a primeira máquina e depois nunca mais parei. Hoje tenho máquinas em Rondônia, Acre, Amazonas e outros lugares.”

Na Agrotec, a máquina é demonstrada na prática: a macaxeira passa pelo processo de produção e se transforma em farinha na frente dos visitantes.

Espaço para quem produz

Douglas Bener, secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que um dos objetivos da feira é aproximar produtores e consumidores.

“A Agrotec abre espaço para quem produz apresentar seu trabalho, conquistar novos clientes e agregar valor ao que nasce no campo. São histórias que mostram a força e a diversidade da nossa produção.”

O prefeito Léo Moraes destaca que apoiar pequenos negócios também é um modo de fortalecer a economia local.

“Quando o produto da nossa terra se transforma em renda para uma família, toda a cidade ganha. A Agrotec valoriza essas pessoas e mostra o potencial que Porto Velho tem.”

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FONTE/CRÉDITOS: Texto: Helen Paiva
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