22, set., 2026 Atualizado há 7 minutos
Na data de hoje, terça-feira (21/9), o Ministério Público de Rondônia (MPRO), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deu início à segunda fase da Operação “Labirinto de Bronze”, que se desenrola após a operação iniciada em 26 de maio de 2026, focada na investigação de crimes como lavagem de dinheiro e a formação e manutenção de milícias privadas.
A fase inicial visou a execução de mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais cautelares nas localidades de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho/RO.
Na nova etapa, são cumpridos 3 (três) mandados de prisão preventiva, 1 (um) mandado de busca e apreensão em Ariquemes/RO, além de várias medidas cautelares impostas a uma das investigadas, todos autorizados pela 1.ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
A continuidade da operação se dá em razão do progresso das investigações, em especial da análise de documentos e dispositivos eletrônicos que foram apreendidos durante a fase anterior. Novas evidências reforçaram as suspeitas sobre uma estrutura armada e organizada, com hierarquização e divisão de funções para atuar em conflitos fundiários e um esquema para ocultar e dissimular patrimônio. As investigações também possibilitaram a identificação de outros envolvidos cuja atuação não havia sido suficientemente clara na fase anterior.
Foi ainda aprovada uma medida cautelar patrimonial adicional, solicitada pelo MPRO após descobrir, em investigações que se seguiram à primeira fase da operação, a participação econômica de um dos investigados em uma empresa registrada em nome de outra pessoa. Esta medida foi necessária, já que as constrições patrimoniais realizadas anteriormente não foram suficientes para alcançar o valor total de aproximadamente R$ 48 milhões, estabelecido pelo Judiciário. Assim, a Justiça ordenou o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e direitos econômicos relacionados à empresa localizada em Aparecida de Goiânia/GO.
A Operação “Labirinto de Bronze” é fruto de um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pelo Gaeco. Na fase inicial, as medidas patrimoniais impuseram restrições que ultrapassaram R$ 48 milhões, incluindo bloqueios financeiros, indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos e a constrição de 1.611 cabeças de gado bovino.
A fase visível da segunda etapa da operação conta com a cooperação operacional da Polícia Civil do Estado de Rondônia, da Polícia Técnico-Científica do Estado de Rondônia (Politec/RO) e da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco).
O título da operação — Labirinto de Bronze — refere-se à histórica evasão das ações dos órgãos de segurança pública pelo principal investigado, assim como à complexa estrutura de ocultação patrimonial que foi identificada durante as investigações, que utilizei empresas, movimentações financeiras fragmentadas, pessoas interpostas e propriedades rurais para dificultar o rastreamento da origem e titularidade de bens e valores que supostamente são ilícitos.
O MPRO reafirma seu compromisso em enfrentar de forma qualificada a criminalidade organizada, a lavagem de dinheiro e a recuperação de ativos ilegais, em prol da defesa da ordem jurídica e da sociedade de Rondônia.
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