A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido para incluir Renan Santos (Missão) no debate presidencial da TV Globo desta quinta-feira (1º). O candidato já havia recebido uma decisão desfavorável do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
A ministra entendeu que a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) não era o instrumento adequado para tratar do interesse individual apresentado. Também destacou que a controvérsia eleitoral específica deve ser examinada pela Justiça Eleitoral.
O Missão argumentou que Renan aparece à frente de Romeu Zema (Novo) em pesquisas e, por isso, deveria participar. A ação, assinada pelo deputado e advogado Kim Kataguiri, solicitava a inclusão do candidato em igualdade de condições com os demais convidados.
A Globo adotou como critério obrigatório a representação de pelo menos cinco parlamentares eleitos em 2022 pelos partidos ou federações. Criado após aquela eleição, o Missão não atende ao requisito e possui um deputado federal, Kim Kataguiri.
Após a negativa, Renan criticou a decisão e anunciou que buscará novas medidas no STF e no TSE. Até a atualização da reportagem, não havia autorização judicial para sua inclusão.
O último debate antes do primeiro turno tem participação prevista de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que não comparecerá.
Comentários: