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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Caso de raiva em cão no Rio é confirmado após contato com morcego

Saúde e Beleza

Caso de raiva em cão no Rio é confirmado após contato com morcego

Pessoas que interagiram com o animal receberam profilaxia antirrábica e estão sendo monitoradas, sem registro de raiva humana até o momento.

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Um cão que residia em uma área urbana na Zona Oeste do Rio de Janeiro teve a confirmação de raiva em agosto e foi necessário seu sacrifício. Conforme um alerta da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), publicado em 18 de setembro, o animal apresentava histórico de contato com morcegos.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que uma pesquisa epidemiológica foi realizada após a confirmação do caso pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, no bairro de Santa Cruz.

As pessoas que tiveram contato com o animal receberam profilaxia antirrábica e estão sendo monitoradas, e não foi registrado nenhum caso de raiva humana.

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A raiva é uma zoonose viral que causa inflamação progressiva no cérebro, apresentando quase 100% de letalidade após o início dos sintomas.

Em nota, a SES-RJ ressaltou que os últimos casos de raiva humana confirmados no estado ocorreram em São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e em Angra dos Reis, em 2020, ambos por transmissão através de morcegos.

Vacinação antirrábica

Frente ao ocorrido, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, enfatizou a importância de que os tutores de cães e gatos mantenham a vacinação antirrábica de seus animais em dia.

“A confirmação desse caso mostra que a raiva continua sendo uma preocupação de saúde pública e que a prevenção precisa fazer parte da rotina. A vacinação dos animais e o cuidado diante do contato com morcegos são medidas que podem evitar situações de risco”, disse.

A vacinação antirrábica de cães e gatos acontece anualmente, por meio de campanhas coordenadas pelos municípios, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Profilaxia e Controle da Raiva. No Rio de Janeiro, a SES-RJ é responsável pela coordenação, orientação técnica, monitoramento e apoio às Secretarias Municipais de Saúde.

No estado, a Campanha de Vacinação Antirrábica de 2026 está prevista para o próximo sábado (26). A participação dos responsáveis pelos animais é essencial para aumentar a cobertura vacinal e garantir a proteção da população animal.

Além da vacinação, é recomendável evitar que os animais tenham acesso livre às ruas e, no caso dos cães, utilizar coleira e guia durante os passeios. Gatos devem ser mantidos em ambientes domiciliares, preferencialmente com telas de proteção em portas e janelas.

A SES-RJ orienta que médicos-veterinários e outros profissionais que trabalham diretamente com animais utilizem equipamentos de proteção individual durante o manejo.

É fundamental que a vigilância municipal em saúde seja informada imediatamente sobre cães ou gatos que apresentem sinais sugestivos de raiva, como mudanças repentinas de comportamento, salivação excessiva, falta de coordenação motora ou paralisia progressiva.

Animais desconhecidos, feridos, doentes ou que apresentem comportamento alterado não devem ser manuseados.

Cuidados com morcegos

O CRMV-RJ alerta que morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, pendurados em paredes ou cortinas, ou em locais considerados incomuns, podem estar infectados.

A recomendação é de não tocar no animal, seja ele vivo ou morto, e não tentar capturá-lo, matá-lo ou removê-lo por conta própria. O serviço de zoonoses do município deve ser contatado para realizar o recolhimento.

Ademais, é preciso evitar que cães e gatos tenham contato com morcegos ou outros animais silvestres, sejam eles vivos ou mortos.

A SES-RJ ainda realça que os morcegos desempenham um papel ecológico significativo e devem ser preservados.

“Esses animais contribuem para a polinização, a dispersão de sementes e a regeneração de áreas degradadas, além de auxiliar no controle de insetos noturnos, tanto em zonas rurais quanto urbanas. Os morcegos fazem parte da fauna silvestre brasileira e são protegidos pela legislação”.

Mordidas ou arranhões

Em caso de mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosa ou pele lesionada provocada por qualquer mamífero doméstico ou silvestre, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde o mais rapidamente possível, mesmo que o ferimento pareça pequeno ou que tenha passado algum tempo desde o contato.

O local deve ser lavado imediatamente, de forma abundante, com água corrente e sabão. A equipe de saúde avaliará a necessidade de vacina antirrábica e, quando necessário, de soro ou imunoglobulina.

A orientação é ainda mais crucial nos casos de agressão por morcegos ou outros mamíferos silvestres, considerados situações graves, independentemente da extensão da lesão.

Cães ou gatos domiciliados envolvidos em uma agressão devem ser observados por 10 dias. Caso o animal adoeça, morra, desapareça ou apresente mudanças de comportamento, o serviço de saúde municipal deve ser notificado imediatamente.

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