A atividade promoveu o diálogo entre a comunidade acadêmica, órgãos públicos e instituições de ensino, visando a igualdade e a prevenção da violência de gênero.
Na tarde da segunda-feira (21/9), o Ministério Público de Rondônia (MPRO), através do Grupo de Atuação Especial de Proteção Integral e Defesa dos Direitos das Vítimas (Gaevit) e com o apoio da Escola Superior do MPRO (Empro), realizou em Porto Velho o evento intitulado Diálogos de Igualdade: Perspectiva de gênero para o ambiente universitário. O público-alvo incluiu gestores, discentes e docentes das universidades.
O encontro fez parte das atividades do Agosto Lilás e das comemorações pelos 20 anos da Lei Maria da Penha. Essa ação integra um conjunto de iniciativas do MPRO que visa aumentar o acesso à informação sobre a violência de gênero e a inclusão da perspectiva de gênero nas práticas pedagógicas e na gestão universitária.
Segundo a promotora de Justiça Tânia Garcia, coordenadora do Gaevit, o principal objetivo do encontro foi “provocar realmente uma reflexão sobre a construção de espaços que promovam, interna e externamente, a igualdade e previnam a violência de gênero”, concluiu.
A atividade foi transmitida em tempo real pelas plataformas Microsoft Teams e YouTube, possibilitando a participação de inscritos de todas as partes do Estado, e ampliando o conhecimento sobre as diversas formas de violência contra mulheres e meninas, além de discutir o fortalecimento de ações de prevenção e combate à violência de gênero no meio acadêmico.
Debates sobre a igualdade de gênero no ambiente universitário
A programação incluiu o painel Construção de planos de desenvolvimento institucional com perspectiva de gênero, apresentado por Tâmera Padoin, da Coordenadoria de Planejamento e Gestão (Coplan), juntamente com as professoras da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), Doutora Cidinha Zuin, coordenadora do Programa de Pós-Graduação Profissional Interdisciplinar Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), e Doutora Viviane Bitencourte, pró-reitora de ações afirmativas e de assistência estudantil. Elas discutiram “Planos de desenvolvimentos institucionais: o que são e como podem contemplar a perspectiva de gênero?”.
Esses planos contêm metas e ações que orientam o funcionamento e o crescimento das universidades e faculdades. Exemplos de iniciativas adotadas por instituições de ensino superior para criar ambientes mais seguros e inclusivos foram apresentados, focando na perspectiva de acesso, permanência e inclusão qualificada no mercado de trabalho.
Troca de experiências e escuta
O evento também contou com uma roda de conversa chamada “Estratégias de inclusão da perspectiva de gênero nos planos de desenvolvimento institucional”, que abordou mecanismos para a inclusão da lente de gênero na estrutura das instituições.
Entre os participantes que compartilharam suas experiências e práticas estavam as professoras da Unir Viviane Bitencourte e Layla Lana, o reitor do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Moisés José Rosa Souza, e a coordenadora pedagógica da faculdade Afya/ São Lucas, Sara Luize Duarte.
Um dos exemplos citados foi o ‘cuidadoteca’, um espaço de cuidado e proteção implantado no Instituto Federal de Rondônia (IFRO). Essas áreas recreativas e lúdicas dentro da instituição contam com cuidadores, permitindo que mães estudantes e servidoras deixem temporariamente seus filhos, garantindo assim a permanência das mulheres e mães em seus estudos e atividades de qualificação profissional.
Ainda, o evento proporcionou um espaço para escuta ativa, trazendo relatos e reflexões da estudante de Direito Renata Araújo e da bacharel em Direito Anles Kelly, que compartilharam suas experiências no campus.
Ao envolver a gestão e os professores universitários, a iniciativa teve como meta expandir o alcance dessas informações nas instituições de ensino, contribuindo para a identificação, prevenção e encaminhamento de casos de violência de gênero.
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