A Fúria deu início à sua caminhada pós-conquista do título mundial com uma vitória que ficará na memória. Em Wembley, neste sábado (26), a Espanha derrotou a Inglaterra por 3 a 2, em uma partida da primeira rodada do Grupo A3 da Liga das Nações, marcada por reviravoltas, falhas mútuas e momentos em que ambas as equipes pareceram desaparecer do duelo.
No final, a campeã atual do mundo se saiu vitoriosa em seu primeiro jogo após a conquista da Copa.
No entanto, o resultado não refletiu uma atuação uniforme da Espanha. O confronto teve duas viradas, uma para cada equipe, e variou entre momentos de controle absoluto e apagões que mudaram completamente o panorama em minutos.
A Inglaterra chegou a liderar e teve a chance de aumentar a vantagem para 3 a 1, mas não conseguiu aproveitar. A Fúria, por sua vez, também teve seus momentos de desperdício antes de reunir forças para buscar o resultado e deixar Wembley com os três pontos.
Espanha é retirada da sua zona de conforto, mas responde à altura
Durante boa parte do primeiro tempo, a Espanha exerceu seu controle característico, pressionando a Inglaterra e procurando o momento certo para atacar. Contudo, em certos momentos, os ingleses conseguiram tirar a Fúria de sua zona de conforto.
O desafio para a Espanha foi que seu domínio não se traduziu em eficiência nas finalizações. A equipe criava oportunidades e mantinha a Inglaterra ocupada, mas deixou escapar chances que poderiam ter sido decisivas, especialmente contra um adversário capaz de mudar o ritmo do jogo rapidamente.
Foi exatamente isso que aconteceu antes do intervalo: em menos de cinco minutos, a equipe da casa transformou um momento de controle espanhol em uma vantagem de 2 a 1.
A partida então ganhou um ritmo frenético, e a Espanha teve que demonstrar uma característica diferente da associada ao seu jogo de posse: a capacidade de reagir quando o plano inicial falha. O time conseguiu recuperar sua organização, aproveitou os erros ingleses e realizou a segunda virada da partida.
Curiosamente, as duas principais figuras do ataque na partida terminaram com um gosto amargo. Harry Kane teve a chance de colocar a Inglaterra em vantagem com 3 a 1, mas acertou o travessão ao cobrar um pênalti. Do lado oposto, Ferran Torres, que havia marcado o gol decisivo na conquista do título mundial da Espanha neste ano, também perdeu chances claras diante de Trafford. Os erros do atacante espanhol quase resultaram em um preço alto.
Resumo do jogo Inglaterra 2 x 3 Espanha
Kane é consolado por Bellingham após perder pênalti (Foto: Paul Terry / Sportimage / IMAGO)
A Espanha controlou boa parte do primeiro tempo, mas esse domínio não refletiu no placar final. Uma pane geral nos minutos finais resultou na vantagem temporária para a Inglaterra. O gol inicial dos espanhóis foi marcado por Yamal, após uma pressão na saída de bola da Inglaterra e um erro evidente de Marc Guéhi perto da área.
Após isso, os donos da casa passaram a ter mais posse de bola, mas não ameaçaram a meta espanhola. Com o jogo sob controle, a Fúria perdeu boas oportunidades. Essas chances não convertidas custaram caro antes do intervalo. Num intervalo de menos de cinco minutos, os Três Leões conseguiram uma virada: Anthony Gordon empatou após um contra-ataque veloz, e Harry Kane — com uma cabeçada que desviou em Cucurella — fez 2 a 1.
Esperava-se uma Espanha mais atenta ao voltar para o segundo tempo, mas ocorreu o oposto: a Inglaterra voltou mais agressiva, enquanto a Fúria parecia desorientada em campo. Um exemplo disso foi o pênalti questionável — embora infantil — cometido por Rodri em Bellingham. Para sorte dos visitantes, o atacante não aproveitou a oportunidade, acertando o travessão.
O erro de Kane foi o gatilho que “acordou” a atual campeã mundial. Aos 14 minutos, Álex Baena recebeu um bom passe de Dani Olmo na meia-lua após um erro de O'Reilly, e finalizou no canto direito de Trafford para igualar o placar.
A segunda virada do clássico ocorreu aos 28′ — e desta vez a Espanha estava à frente. Baena lançou Oyarzabal com um passe preciso, e o atacante encobriu Trafford com um toque sutil de esquerda.
Comentários: