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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
Marcos históricos na produção florestal brasileira: R$ 47,9 bilhões em 2025

Agro

Marcos históricos na produção florestal brasileira: R$ 47,9 bilhões em 2025

Com um crescimento de 8,6% de 2024 para 2025, a silvicultura alcançou R$ 41 bilhões, enquanto a extração vegetal recuou 3,1%, totalizando R$ 6,9 bilhões.

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Em 2025, a produção econômica das florestas no Brasil atingiu R$ 47,9 bilhões, um recorde histórico no país e um aumento de 6,7% em comparação ao ano anterior.

Esses dados referem-se tanto a florestas naturais como plantadas e são parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada na última quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Instituto considera a silvicultura, que envolve a produção proveniente de áreas plantadas, e o extrativismo, que abrange as áreas florestais originalmente naturais.

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Os valores apresentados estão em termos correntes do ano da pesquisa, desconsiderando a inflação ocorrida até o presente momento.

Crescimento na silvicultura

O setor de silvicultura teve um crescimento significativo de 8,6% entre 2024 e 2025, alcançando R$ 41 bilhões. Por outro lado, a extração vegetal apresentou uma queda de 3,1%, totalizando R$ 6,9 bilhões.

No final da década de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como os principais responsáveis pela produção florestal. Desde então, a produção em áreas plantadas disparou, representando 85,6% em 2025, enquanto a extração vegetal ficou com apenas 14,4%.

O IBGE ressalta que, desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%, atribuindo essa evolução a avanços tecnológicos.

As florestas plantadas totalizaram 10,4 milhões de hectares (104 mil km²) em 2025, área que corresponde praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km²).

Foco no eucalipto e na celulose

 
Sede da Suzano Celulose - Amanda Oliveira/GovBA

Desses 10,4 milhões de hectares, 78,6% são ocupados por plantações de eucalipto, uma árvore de crescimento rápido (cerca de sete a oito anos), amplamente utilizada na produção de celulose, essencial para a fabricação de papel.

O Brasil se destaca como o maior produtor e exportador mundial de celulose, posição que ocupa desde 2022, superando o Canadá.

O IBGE afirma que a posição de destaque do Brasil no mercado global é impulsionada por condições climáticas e solo favoráveis ao crescimento rápido das florestas, além de investimentos em práticas sustentáveis que conferem ao país uma competitividade elevada no cenário internacional.

Em 2025, a produção de celulose no Brasil foi de 22,2 milhões de toneladas, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior.

Impactos da China nos preços

No que se refere aos valores, foram arrecadados US$ 10,2 bilhões, uma queda de 3,9% em apenas um ano. Por se tratar de uma commodity (matéria-prima com preços internacionais), o valor da celulose é influenciado diretamente pelo mercado global.

O IBGE explica que a diminuição dos preços se deve ao "excesso de oferta global, à desaceleração do consumo na China e ao consequente aumento dos estoques, além de questões cambiais, como a valorização do real".

A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, enquanto os primeiros lugares da lista foram ocupados, nessa ordem, por petróleo, soja e minério de ferro.

Destaque para Três Lagoas

O estudo revela que 4.889 municípios tiveram produção florestal no ano passado, com Três Lagoas, uma cidade de 145 mil habitantes no leste de Mato Grosso do Sul, se destacando.

No ano passado, a produção florestal totalizou R$ 1,8 bilhão, um aumento de mais de 216,3% em relação a 2024. Na cidade, estão instaladas fábricas das empresas de celulose Suzano (a maior do setor global) e Eldorado.

Minas Gerais é o estado que se destaca, com um valor de produção de silvicultura alcançando R$ 9,2 bilhões em 2025, o que representa 22,5% do total nacional. O estado também é o maior produtor de carvão vegetal do Brasil, com 84,6% do volume total produzido.

Produtos alimentícios

 
 Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura revelou que os produtos alimentícios totalizaram R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

Desse total, metade corresponde ao açaí (251 mil toneladas), sendo que dois terços dessa produção (66,7%) foram registrados no Pará.

A erva-mate ficou em segundo lugar entre os produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões. Do total de mate extraído no Brasil, 88,4% vieram do Paraná.

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