A história de Tatunca Nara, homem que durante décadas se apresentou como cacique indígena e guardião de uma suposta cidade perdida na Amazônia, voltou aos holofotes com a série documental “Morte e Mistério na Amazônia”, da HBO Max. A produção revisita a trajetória do personagem e os desaparecimentos de estrangeiros que viajaram à região em busca da lendária Akakor.
Tatunca afirmava pertencer ao povo Ugha Mongulala, uma civilização que viveria em uma cidade subterrânea escondida na floresta. A existência do povo e de Akakor, no entanto, nunca foi comprovada por evidências arqueológicas. Anos depois, autoridades alemãs identificaram Tatunca como Hans Günther Hauck, nascido na Baviera, na Alemanha, em 1941. Ele nega essa identidade até hoje.
O caso ganhou contornos mais graves após o desaparecimento de pelo menos três estrangeiros que procuraram Tatunca para participar de expedições. O norte-americano John Reed desapareceu em 1980. Três anos depois, o suíço Herbert Wanner também desapareceu e teve seu esqueleto encontrado posteriormente com uma perfuração de bala no crânio.
Em 1987, a professora de ioga Christine Heuser, de origem sueco-alemã, viajou ao Brasil depois de conhecer a história de Akakor e também desapareceu após seguir para a região de Barcelos, no Amazonas. Os corpos de Reed e Christine nunca foram encontrados.
As ocorrências levaram autoridades do Brasil, Alemanha e Suíça a investigarem o caso. Apesar das suspeitas levantadas ao longo das décadas, Tatunca Nara nunca foi formalmente condenado pelas mortes ou desaparecimentos. A autoria dos crimes permanece sem definição judicial.
Atualmente, Tatunca vive em Barcelos, no Amazonas. O documentário retoma o caso décadas depois e apresenta um depoimento do próprio personagem, além de relatos e documentos sobre uma história que mistura uma cidade nunca comprovada, identidades contestadas e desaparecimentos que seguem sem resposta.
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