O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, vive um de seus momentos mais críticos, com uma crise inesperada que se acentuou nas últimas semanas. Sua hesitação foi evidente após o anúncio de um pronunciamento na quinta-feira, 10, que foi rapidamente cancelado, revelando graves suspeitas sobre sua conexão com Daniel Vorcaro.
Conforme informações de um aliado próximo, Moraes decidiu que não tem a intenção de renunciar, mesmo que uma investigação seja instaurada. Ele também deixou claro que não enfrentará essa situação isoladamente.
O ministro está ciente de que não é o único do Supremo com vínculos com Vorcaro. Embora seu caso seja o mais grave até agora — em razão do contrato milionário do escritório de sua esposa e das inúmeras mensagens ainda sem explicação —, não é uma situação isolada, visto que outros ministros, como Dias Toffoli, também estão envolvidos.
Moraes, que possui experiência no Ministério Público, enfrenta bem situações de conflito e embates. Sua trajetória na Corte, que inclui a condenação de Jair Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe, lhe conferiu uma posição central. Segundo seus aliados, ele manterá essa postura diante das significativas acusações que enfrenta atualmente.
Uma eventual investigação seria apenas o primeiro passo, já que o afastamento definitivo de Moraes exigiria um processo de impeachment no Senado. Informações obtidas pela coluna indicam que Davi Alcolumbre não tem a intenção de abrir esse julgamento nesta legislatura, preferindo aguardar os resultados das eleições e a nova composição do Senado para avaliar as implicações políticas de um possível impeachment de um ministro do STF.
Moraes pode demonstrar hesitação, mas não está disposto a retroceder. Sua decisão de resistir já foi estabelecida, mesmo com sua reclusão e o contato limitado com algumas pessoas. Caso sua posição seja ameaçada pela crise, ele está determinado a mostrar que os problemas do Supremo são mais amplos do que sua figura individual.
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