A partir desta sexta-feira (25), Carlo Ancelotti inicia seu segundo ciclo à frente da seleção brasileira, com o objetivo de preparar a equipe para a Copa do Mundo de 2030. Vini Jr., que deve vestir a camisa 10 logo no primeiro amistoso contra a Austrália, não contará com Neymar e Rodrygo, mas mesmo sem ter brilhos na temporada 2026/27 até agora, ele terá a chance de se destacar.
O desafio de Ancelotti, além de reformular a seleção, é recuperar a melhor versão de Vinícius Junior, algo que José Mourinho não conseguiu até o momento no Real Madrid. O treinador italiano espera restaurar o desempenho que o atacante mostrou antes da Copa do Mundo e em alguns jogos do torneio.
Com Ancelotti, Vini Jr. viveu sua fase mais produtiva, tanto no Real Madrid quanto na seleção. Na última Copa, ele foi essencial, marcando quatro gols e se tornando o artilheiro da equipe. Apesar da eliminação nas oitavas de final, o camisa 7 deixou os Estados Unidos com prestígio.
A formação que Ancelotti escolher poderá ter um impacto direto na performance de Vini Jr. Uma vez que o atacante do Real Madrid é um dos pilares da Seleção neste ciclo, o treinador deve encontrar o equilíbrio ideal para potencializar seu desempenho.
A escolha do time titular por Ancelotti terá impacto no desempenho de Vini Jr.
Durante a Copa do Mundo, Vini Jr. se destacou em jogos como contra Haiti e Escócia, quando teve a companhia de Matheus Cunha no ataque. O desempenho de Cunha foi crucial, pois ele atuou como um centroavante móvel, permitindo que Vini flutuasse entre a ponta-esquerda e a área.
Com a ausência de Cunha, Ancelotti precisará encontrar outro jogador para a posição de centroavante. João Pedro, que era a primeira opção, se machucou e foi cortado da lista do treinador. Ele possui características que poderiam favorecer Vini Jr.
Vinícius Júnior celebra gol do Brasil contra a Escócia. Foto: IMAGO / Brazil Photo Press
Se Ancelotti optar por um centroavante fixo, como Pedro ou Endrick, isso poderá restringir as movimentações de Vini Jr. à ponta-esquerda, semelhante ao que ocorre com Kylian Mbappé no Real Madrid. Em contraste, um “falso 9” poderia replicar o modelo que trouxe sucesso em sua passagem pela seleção brasileira.
Na convocação atual, Raphinha é a opção que mais se assemelha a Matheus Cunha e João Pedro, especialmente pelo seu bom início de temporada no Barcelona.
Raphinha como centroavante pode ajudar Vini Jr. na seleção brasileira
Com as dificuldades do Barcelona em contratar um substituto para Robert Lewandowski, Hansi Flick decidiu usar Raphinha como falso 9. Essa decisão teve resultados positivos, e o atacante brasileiro se tornou referência no ataque nesta temporada.
Raphinha também se afasta da área, permitindo que Vini Jr. ocupe esse espaço em momentos chave do jogo. Ancelotti já havia recomendado a Vini que adotasse esse comportamento durante a Copa.
— Sou atacante, mas jogo também pelo lado, não costumo fazer tantos gols. Nesta Copa, o Mister mudou minha posição, onde consigo me adaptar muito bem, fazer os gols e ajudar a equipe, que é o mais importante — comentou o jogador em entrevista após a vitória sobre a Escócia.
Raphinha durante Sevilla x Barcelona pela LaLiga. O brasileiro marcou um hat-trick perfeito na vitória por 3 a 1 e chegou a 14 gols em oito jogos na temporada. (Foto: Antonio Pozo/Pressinphoto / Icon Sport)
Ao lado de Cunha, Vini Jr. anotou quatro gols em cinco jogos pela seleção. Raphinha, que se lesionou na partida contra Haiti, tinha se mostrado uma opção viável para o ataque como falso 9.
No início da temporada pelo Barcelona, Raphinha já contabiliza 14 gols e três assistências em apenas oito jogos. Assim como Vini Jr., ele é um dos remanescentes da Copa do Mundo nesta convocação de Ancelotti, que se prepara para o Mundial de 2030 na Espanha, Portugal e Marrocos.
Vini Jr. busca recuperar a forma da Copa do Mundo sob Mourinho no Real Madrid
Com o contrato renovado até 2032, Vini Jr. ainda não se adaptou bem nesta temporada sob o comando de José Mourinho no Real Madrid, onde se sente ofuscado pelo protagonismo de Mbappé. O posicionamento de ambos em campo tem dificultado o desempenho do brasileiro.
Além de estar fixo na ponta-esquerda, Vini Jr. também precisa lidar com a concorrência de Mbappé. Na derrota para o Atlético de Madrid, o camisa 10 ficou próximo dele no ataque, o que resultou na dificuldade do brasileiro em fluir pelas jogadas, impedindo-o de repetir as atuações que teve na seleção entre junho e julho.
Nos primeiros oito jogos da temporada pelo Real Madrid, Vini Jr. marcou apenas um gol e deu três assistências, mas não contribuiu para gols nas últimas duas partidas, contra Elche e Atlético. Desde que assumiu, Mourinho expressou publicamente seu desejo de ajudar o atacante a recuperar sua forma.
— O melhor é fazer gols. Dar assistências é importante, trabalhar pela equipe e o esforço diário são fundamentais, e ele realiza isso muito bem… Mas existe outro Vinícius. Um Vinícius que chegou ao Benfica no ano passado e que tem uma chance, marca um gol e volta para casa — declarou Mourinho na semana passada.
Vini Jr. foi alvo de vaias no Santiago Bernabéu, mesmo com assistências que foram elogiadas pelo treinador do Real Madrid. A expectativa é que, após a Data Fifa com a seleção, ele retome o destaque no clube merengue, que voltará a campo em 10 de outubro contra o Villarreal, pela LaLiga.
Próximos jogos da seleção brasileira
- 25/9 – Austrália x Brasil
- 29/9 – Austrália x Brasil
- 3/10 – Índia x Brasil
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