Treinamento começou na terça-feira (8) e vai até sexta-feira (11)
Em Porto Velho, a Prefeitura, através do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), deu início na terça-feira (8) à capacitação para famílias voluntárias que desejam participar do Serviço Família Acolhedora. O evento ocorreu no auditório do Sest/Senat a partir das 19h e prossegue nesta quarta-feira (9), encerrando na sexta-feira (11). Ao todo, cinquenta e três famílias se inscreveram para participar dessa capacitação.
A formação para se tornar uma família acolhedora é um processo de preparação voltado a pessoas interessadas em oferecer um lar temporário a crianças ou adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social, sendo afastados de suas famílias biológicas por decisão judicial.
No evento de abertura da capacitação estiveram presentes, entre outros, o desembargador Isaias Fonseca Moraes, coordenador da Infância, Juventude e da Pessoa Idosa (CIJPI) do TJRO; o defensor público Daniel Mendes Carvalho, coordenador do Núcleo de Promoção e Defesa da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (Nueca IPCD) da DPE-RO; o secretário Paulo Afonso, da Semias; a secretária adjunta Tércia Marília; e as diretoras Poliana Miranda, de Proteção Social Especial, e Lidiane Silva, de Inclusão.
Poliana Colares de Oliveira, que reside no bairro Socialista, é casada, tem 41 anos e é mãe de duas filhas, uma de 25 e outra de 24 anos, além de ser avó de quatro netos. Ela se interessou pelo Serviço Família Acolhedora após assistir a um vídeo nas redes sociais em que o prefeito Léo Moraes falava sobre o projeto, além de ter uma amiga que já foi família acolhedora. Com entusiasmo, ela se inscreveu e começou a capacitação.
"Realmente gosto de crianças. Além disso, por uma questão de solidariedade humana, resolvi ser Família Acolhedora. É um serviço de amor ao próximo", declarou Poliana Oliveira.
"O Família Acolhedora é um dos serviços sociais mais importantes que o município pode oferecer a uma criança ou adolescente. Aqueles que estão em instituições têm a chance de ser acolhidos por uma família, onde vão receber carinho, aconchego e amor em um ambiente familiar. A lei busca a proteção, mas sozinha não consegue proporcionar o acolhimento que uma criança precisa em um lar. Para a criança, é uma experiência marcante de acolhimento que a sociedade oferece. Para mim, o Serviço Família Acolhedora é fundamental na assistência social do município", afirmou o desembargador Isaias Fonseca Moraes.
O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, enfatizou a relevância da capacitação para as famílias que querem participar do Serviço Família Acolhedora, destacando que a proteção das crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva e uma prioridade para a gestão. Ele também parabenizou a coordenadora Sefra Barros e toda a equipe pelo empenho na realização desse trabalho, dando as boas-vindas às famílias presentes e ressaltando que o acolhimento familiar é sinônimo de amor, cuidado e pertencimento, essencial para proporcionar um lar e esperança a quem mais necessita.
"Agradeço a todos por terem aceitado nosso convite. Sintam-se acolhidos e abraçados. Em nome do prefeito Léo Moraes, agradeço a todos vocês que colaboram com o município neste projeto", disse o secretário.
A coordenadora do Serviço Família Acolhedora e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Sefra Barros, destacou a importância da participação das famílias para fortalecer a rede de proteção à infância e adolescência.
"Cada família que se disponibiliza a acolher assume um compromisso de cuidado, proteção e afeto com uma criança ou adolescente que precisa, naquele momento, de um ambiente seguro. Esta capacitação é essencial para preparar essas famílias e mostrar que o acolhimento implica responsabilidade, solidariedade e amor, sempre respeitando a história e os direitos de cada criança."
FAMÍLIA ACOLHEDORA
O Serviço Família Acolhedora é uma política pública voltada para a proteção da infância e adolescência, com o intuito de garantir um ambiente seguro, acolhedor e temporário para crianças e adolescentes afastados de suas famílias biológicas por questões como violência, negligência ou outras vulnerabilidades sociais.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, o fortalecimento desse serviço reafirma o compromisso da gestão com os cuidados e a proteção da infância.
"Quando uma família abre as portas do seu lar para acolher uma criança, ela não oferece apenas abrigo: proporciona amor, segurança e esperança. Nosso compromisso é potencializar essa rede de cuidado e garantir todo o suporte necessário a essas famílias", destacou o prefeito.
Ao contrário do acolhimento institucional, que ocorre em abrigos ou casas de acolhimento, o Serviço Família Acolhedora permite que essas crianças sejam recebidas em um ambiente familiar, com cuidados individualizados e uma convivência mais próxima e afetiva.
As famílias acolhedoras são voluntárias, registradas e capacitadas pelos órgãos de assistência social para oferecer temporariamente cuidados e proteção a crianças e adolescentes, até que a situação de suas famílias seja resolvida ou uma alternativa permanente, como reintegração familiar ou adoção, seja definida.
Para mais informações, acesse o site do serviço: familia-acolhedora.portovelho.ro.gov.br
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