O atacante Quentin Ndjantou despertou a atenção de três clubes da Ligue 1 no último mercado, mas optou por ficar em Paris e agora busca recuperar o ritmo de jogo atuando pelo time sub-21. A trajetória do jovem jogador no Paris Saint-Germain mudou rapidamente. No último ano, ele estava na rotação de Luis Enrique e participou de 14 partidas pelo time principal, o que gerou interesse de outros clubes franceses durante a janela de transferências.
Ele decidiu continuar no PSG. Entretanto, no começo da temporada 2026/27, ainda não teve a chance de atuar com a equipe profissional e retornou ao grupo de jovens para restabelecer seu ritmo.
Ndjantou ‘sumiu' do PSG?
Na temporada 2025/26, Ndjantou aproveitou as dificuldades enfrentadas pelo ataque do PSG para se destacar sob a orientação de Luis Enrique. Ele, que é ponta-esquerda por origem, mas pode atuar como meia ofensivo ou centralizado, participou de 14 jogos no time principal.
Dessas partidas, 10 foram na Ligue 1, onde ele se apresentou como titular em três oportunidades, além de marcar um gol e fornecer uma assistência. Sua ascensão, no entanto, foi interrompida em janeiro, quando uma lesão muscular na parte posterior da coxa o afastou do restante da temporada. O PSG confirmou que o jogador precisou passar por cirurgia para tratar a lesão.
Apesar disso, o que ele havia demonstrado rendeu interesse durante o último mercado de transferências. Rennes, Le Havre e Toulouse consideraram a possibilidade de um empréstimo, mas a transferência não se concretizou.
Ndjantou ficou no PSG, mas ainda não recuperou seu espaço anterior. Ele não foi relacionado para os cinco primeiros jogos da Ligue 1 e ficou no banco de reservas no Trophée des Champions contra o Lens, na Supercopa da Uefa contra o Aston Villa e na estreia da Champions League diante do Slovan Bratislava.
A sua situação é similar, em certa medida, ao que aconteceu com Dro Fernández, que também viu sua participação diminuir sob a direção de Luis Enrique. A diferença é que, no caso de Ndjantou, o clube encontrou uma solução interna para mantê-lo em atividade.
Quentin Ndjantou durante PSG x Manchester United no amistoso de 2026, em Gotemburgo (Foto: Jean-Baptiste Autissier/IMAGO / PRESSE SPORTS)
‘Ndjantou precisava jogar’
Sem a oportunidade de jogar com os profissionais, Ndjantou voltou a atuar pela base do PSG. Ele participou de duas partidas da Premier League International Cup, contra Crystal Palace e Brighton, onde conseguiu uma assistência. O técnico da equipe, Jean-François Vulliez, explicou que essa decisão foi discutida previamente com Luis Enrique e com o próprio atleta.
“Para Quentin, foi bastante simples: ele precisava jogar. A competição continua sendo fundamental. Ele precisava de partidas oficiais e ficou feliz de voltar a jogar futebol.”
O treinador também ressaltou o lado humano do retorno, uma vez que Ndjantou reencontrou jogadores com os quais havia compartilhado o vestiário antes de ser promovido para o time principal. Assim, a descida para a base não foi encarada como uma punição. O objetivo é manter o atacante em atividade enquanto não surgem oportunidades com Luis Enrique.
O próximo passo para Ndjantou dependerá exatamente desse espaço. Se ele continuar sem minutos com a equipe principal, um empréstimo poderá voltar a ser uma opção nos meses seguintes. É uma alternativa que o PSG já utilizou recentemente com outros jovens jogadores, como Renato Marin, que foi emprestado para ganhar mais sequência e continuar seu desenvolvimento.
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