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Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026
Inclusão de comunidades tradicionais e indígenas na agricultura familiar é aprovada pela comissão

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Inclusão de comunidades tradicionais e indígenas na agricultura familiar é aprovada pela comissão

Discussão sobre o projeto de lei prossegue na Câmara dos Deputados

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Bruno Spada / Câmara dos Deputados
 
Célia Xakriabá, relatora da proposta

Foi aprovado pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados um projeto de lei que reconhece os povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais como agricultores familiares.

Com essa aprovação, esses grupos terão acesso ao crédito rural, assistência técnica e extensão rural, políticas de comercialização e aos programas governamentais de compras.

O texto estipula ainda que uma parcela mínima da renda da comunidade deve provir da atividade do estabelecimento ou empreendimento, sendo que esse percentual será determinado pelo governo federal.

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O substitutivo da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), ao Projeto de Lei 2845/25, apresentado pelo deputado Defensor Stélio Dener (União-RR), foi acolhido pelo colegiado. O texto aprovado ampliou a proposta original que abordava apenas os povos indígenas.

Acesso a políticas públicas

A relatora ressaltou que, embora esses povos já estejam contemplados na Lei da Agricultura Familiar, existem critérios que ainda dificultam o acesso às políticas públicas destinadas à agricultura familiar.

“A imposição de condicionantes termina por inviabilizar sua classificação como agricultores familiares para fins de políticas públicas”, disse a deputada.

O parecer indica que os povos indígenas implementam sistemas produtivos que integram agricultura, extrativismo, manejo florestal e conservação ambiental.

Essas práticas são fundamentais para a segurança alimentar das comunidades, preservam a agrobiodiversidade e mantêm variedades tradicionais de sementes e cultivos.

Célia Xakriabá também sublinhou que o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar já permite a identificação do pertencimento a povos e comunidades tradicionais por meio da autodeclaração, o que, segundo ela, evidencia a compatibilidade desses grupos com a categoria de agricultores familiares.

Próximos passos

O projeto agora será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como obteve pareceres divergentes das comissões que analisaram seu mérito, a proposta perdeu o caráter conclusivo e precisará ser votada no Plenário.

Para se tornar lei, a proposta deve ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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