Nesta semana, o preço médio do diesel S-10 foi de R$ 7,13 por litro, marcando um aumento de 2,3% em comparação à semana anterior, conforme os dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), que foram divulgados na sexta-feira (18/9). Este é o maior valor desde maio deste ano.
O óleo diesel comum, que é mais poluente, apresentou uma média de R$ 6,65 por litro nos postos de combustíveis do Brasil. A gasolina atingiu o preço de R$ 6,54 por litro, enquanto o etanol teve um preço médio de R$ 4,08.
A alta nos preços dos combustíveis é resultado da ascensão dos valores do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, com o barril alcançando níveis próximos a US$ 100. Além disso, a crise na cadeia de produção, refletida na baixa disponibilidade de refinarias, agrava a situação.
Recentemente, a Petrobras implementou um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel, que entrou em vigor a partir de quinta-feira (17/9). No entanto, o governo compensará esse reajuste com subsídios para os consumidores.
O governo instituiu um novo subsídio de R$ 1 por litro, válido até meados de outubro. Esse benefício é adicionado a uma medida provisória (MP) que, até 26 de setembro, permite uma subvenção de R$ 1,12 por litro. Com a simultaneidade dessas medidas, o alívio para o consumidor pode chegar a R$ 2,12 por litro do combustível.
Críticas à postura da Petrobras em relação aos preços do mercado interno foram levantadas por representantes do setor de combustíveis.
Conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem nos preços do diesel já ultrapassou R$ 3 por litro e começa a gerar preocupações no mercado de combustíveis, com o risco de desabastecimento em várias regiões do país.
A alta nos preços dos combustíveis e as tentativas da estatal de mitigar o impacto ocorrem em um momento próximo ao primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.
Este é um período delicado para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vez que o aumento nos preços do diesel pode afetar a inflação dos alimentos, dado que a maior parte do transporte é realizado por rodovias, o que pode impactar a popularidade do presidente.
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