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O empresário José Marcos de Moura, preso pela Polícia Federal na semana passada, tem descartado a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada.
Conhecido como o "Rei do Lixo" da Bahia, Moura é suspeito de ser um dos líderes de um esquema de desvio de emendas destinadas ao Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e a prefeituras, por meio de licitações fraudulentas e superfaturadas.
Preso preventivamente desde o dia 10 de dezembro, Moura contratou renomados advogados de Brasília e aguarda o julgamento de seu pedido para obter a liberdade. Nesse cenário, o empresário não demonstra interesse em delatar. O receio no meio político é que o "Rei do Lixo" permaneça preso por mais tempo e, eventualmente, decida negociar um acordo de colaboração premiada.
Alvo da Operação Overclean, Moura possui contratos bilionários com a gestão da capital baiana e com prefeituras administradas pelo União Brasil, partido do qual faz parte do diretório e da executiva nacional. Entre as figuras de destaque da legenda próximas a ele estão o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o senador Davi Alcolumbre (AP), que deve ser o próximo presidente do Senado, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.