Histórias de superação são compartilhadas pela Prefeitura para promover a adoção responsável
Cada cão que aguarda por uma nova família carrega consigo uma história que precede a adoção. Alguns chegaram em condição de não conseguir andar, enquanto outros apresentavam feridas profundas, debilitados ou eram vítimas de abandono e maus-tratos. Após o resgate, passaram por exames, tratamento veterinário e se recuperaram. Agora, inicia-se uma nova fase: a busca por um lar.
A Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), está promovendo as histórias de cães que já estão prontos para uma adoção responsável, com o intuito de conectá-los a potenciais adotantes.
Essa ação, além de sensibilizar, desempenha uma função essencial na estrutura de proteção animal do município. A Coordenadoria de Proteção Animal opera com um fluxo constante de resgates, atendimentos, recuperações e adoções, especialmente de animais de rua ou comunitários que não possuem tutor responsável e que estejam doentes, feridos, atropelados ou vítimas de maus-tratos.
Após o resgate, cada animal é submetido a uma avaliação veterinária. De acordo com a condição apresentada, o cão permanece na Clínica de Bem-Estar Animal, onde recebe o tratamento necessário até sua completa recuperação.
Entretanto, a alta veterinária não necessariamente conclui o atendimento ao animal.
Em situações onde não é viável ou seguro devolver o animal ao local de origem, principalmente quando há registro de maus-tratos, ele permanece sob os cuidados do município, aguardando uma nova família. Animais comunitários, dependendo das circunstâncias em que foram encontrados, podem retornar a suas áreas de origem, onde recebem acompanhamento da própria comunidade.
Nesse contexto, a adoção se transforma em uma fase técnica do acolhimento. A Clínica de Bem-Estar Animal possui um espaço físico limitado. Quando um cão já recuperado ocupa uma vaga enquanto aguarda adoção, esse espaço não pode ser utilizado para receber outros animais que estão nas ruas precisando de cuidados.
Por isso, o aumento nas adoções é crucial para manter o fluxo de atendimento ativo e para abrir novas vagas para casos de vulnerabilidade.
“A adoção é uma parte fundamental do nosso trabalho de proteção animal. Realizamos o resgate, oferecemos o atendimento veterinário e monitoramos a recuperação, mas também é necessário encontrar um destino responsável para esses animais. Quando uma família adota, não apenas transforma essa história, mas possibilita que a estrutura continue acolhendo outros animais necessitados de cuidados”, esclareceu o secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin.
HISTÓRIAS EM BUSCA DE UM NOVO INÍCIO
Entre os animais atendidos, destacam-se cães que chegaram à clínica em condições bastante adversas e que, após os cuidados recebidos, conquistaram uma nova chance.
• TUCO – Foi resgatado após ser atropelado e não conseguia andar. Um raio-x revelou uma fratura na região pélvica. Depois de tratamento e recuperação, ele voltou a andar normalmente, foi castrado e agora busca uma família.
https://agencia.portovelho.ro.gov.br/noticias/58255
• CAPITÃ – Foi resgatada com uma perfuração nas costas e miíase, uma condição causada pela infestação de larvas de moscas em feridas, além de outras lesões na pele. Apesar do que sofreu, ela manteve um comportamento dócil e busca carinho.
https://agencia.portovelho.ro.gov.br/noticias/58250
• TROPICAL – Encontrado em uma região de chácaras, chegou extremamente debilitado e abaixo do peso, apresentando uma grande lesão contaminada na região paracostal, com secreção purulenta e relato de miíase. Ele precisou de tratamento veterinário constante.
https://agencia.portovelho.ro.gov.br/noticias/58245
• COMUNIDADE – Vivia como animal comunitário e foi resgatado após perder repentinamente a capacidade de andar. Chegou apático, fraco e com dificuldades para mover as patas traseiras. Na Clínica de Bem-Estar Animal, passou por avaliações e exames de imagem, que não encontraram fraturas ou luxações que justificassem a perda de movimentos.
https://agencia.portovelho.ro.gov.br/noticias/58237
O prefeito Léo Moraes ressalta que compartilhar essas histórias também é uma forma de evidenciar à população que o acolhimento deve continuar mesmo após o tratamento.
“Cada um desses animais chegou até nós necessitando de ajuda e teve a oportunidade de se recuperar. Agora, queremos que eles tenham a chance de encontrar uma família. A adoção responsável transforma a vida desses animais e, ao mesmo tempo, abre espaço para que outro que esteja ferido, abandonado ou vítima de maus-tratos também possa ser acolhido”.
COMO ADOTAR
Os interessados em adotar devem apresentar um documento de identificação com foto e um comprovante de residência, além de demonstrar que possuem condições adequadas para cuidar do animal.
A adoção responsável ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Clínica de Bem-Estar Animal, situada na Avenida Mamoré, 1120, no bairro Lagoinha, ao lado do Centro de Zoonoses, na zona Leste de Porto Velho.
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