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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026

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Julgamento sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado é adiado pelo TSE
Justiça

Julgamento sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado é adiado pelo TSE

Decisão foi tomada em decorrência de solicitação da defesa do ex-procurador. Data para nova análise ainda será estabelecida.

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Nesta quinta-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu adiar o julgamento que analisaria a validade do registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.

Esse adiamento ocorreu em resposta a um pedido feito pela defesa do ex-procurador da República, e uma nova data para o julgamento ainda deve ser definida.

No primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), Deltan conquistou 2.904.594 votos, correspondendo a 25,14%, o que lhe garantiu a segunda vaga do estado no Senado.

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O candidato, que foi procurador da Operação Lava Jato, se tornou alvo de uma ação protocolada pelo PT estadual, que questionou sua elegibilidade para a disputa.

Em 2023, Deltan teve seu mandato de deputado federal cancelado pelo TSE. De acordo com a decisão, ele havia solicitado exoneração do cargo de procurador para evitar a perda do cargo e a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

O ex-procurador pediu sua saída do Ministério Público Federal (MPF) após já ter sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) a penas de censura e advertência, além de ter 15 processos em andamento no órgão.

Conforme a legislação, membros do Ministério Público que perdem o cargo por sentença ou solicitam exoneração durante um processo disciplinar ficam inelegíveis por um período de oito anos.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, em setembro deste ano, reconheceu a elegibilidade de Deltan e aprovou seu registro de candidatura.

Posteriormente, a coligação do PT recorreu ao ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que suspendeu a campanha de Deltan.

No sábado passado (3), Floriano determinou o indeferimento do registro de Deltan.

Entretanto, no dia seguinte, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, revogou a decisão e autorizou a candidatura.

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