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Rebeldes sírios declararam um toque de recolher de 13 horas na capital Damasco, das 16h (horário local) deste domingo (8) até as 5h de segunda-feira (9), conforme comunicado do Comando de Operações Militares no Telegram. A capital síria está presenciando uma forte presença armada rebelde e tiroteios contínuos.
Uma mensagem da televisão estatal síria pediu anteriormente que as pessoas não "aterrorizassem" civis disparando armas em praças públicas. Palácios presidenciais também foram saqueados, e há relatos de tráfego intenso na cidade.
Entenda o conflito na Síria
A guerra civil da Síria começou durante a Primavera Árabe, em 2011, quando o regime de Bashar al-Assad reprimiu uma revolta pró-democracia. O país mergulhou em um conflito em grande escala com a formação de uma força rebelde, o Exército Sírio Livre, que passou a combater as tropas do governo.
Além disso, o Estado Islâmico, um grupo terrorista, conseguiu se firmar no país e chegou a controlar 70% do território sírio.
Os combates aumentaram à medida que outros atores regionais e potências mundiais – como Arábia Saudita, Irã, Estados Unidos e Rússia – se envolveram, transformando a guerra em uma “guerra por procuração”.
A Rússia se aliou ao governo de Bashar al-Assad para combater o Estado Islâmico e os rebeldes, enquanto os Estados Unidos lideraram uma coalizão internacional para repelir o grupo terrorista.
Após um acordo de cessar-fogo em 2020, o conflito permaneceu em grande parte “adormecido”, com confrontos esporádicos entre os rebeldes e o regime de Assad.
Mais de 300 mil civis foram mortos em mais de uma década de guerra, de acordo com a ONU, e milhões de pessoas foram deslocadas na região.