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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026

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‘Podemos criar um monstro’: O que levou Arteta a ‘destruir’ escritório no Arsenal no seu primeiro dia
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‘Podemos criar um monstro’: O que levou Arteta a ‘destruir’ escritório no Arsenal no seu primeiro dia

Mikel Arteta é um técnico excêntrico. Além de se destacar em táticas e estratégias, ao reconstruir o Arsenal e conquistar o título da Premier League, ele também sabe motivar seu time e gerenciar os jogadores com ideias, no mínimo, peculiares. Um dos episódios mais memoráveis foi quando contratou batedores de carteira para roubar pertences de seus ...

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‘Podemos criar um monstro’: Por que Arteta ‘destruiu’ escritório em 1º dia no Arsenal

Mikel Arteta é conhecido por ser um técnico excêntrico. Além de ter se mostrado eficaz em táticas e estratégias, o que culminou na reconstrução do Arsenal e na conquista do título da campeonato da Premier League, ele também é capaz de motivar seu elenco e administrar os jogadores com ideias, no mínimo, inusitadas.

O episódio mais significativo ocorreu quando ele contratou batedores de carteira para roubar os pertences de seus jogadores durante um jantar em 2024. Esse ato funcionou como uma metáfora para que a equipe se mantenha alerta, mesmo fora do campo.

Embora alguns possam pensar que tais métodos tenham surgido mais recentemente, a fim de manter a competitividade após três vices nacionais e a conquista do último título, desde dezembro de 2019, o técnico espanhol tem utilizado suas ideias inovadoras, conforme revelou em uma extensa entrevista ao site "The Athletic" após sua renovação de contrato até 2030.

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Arteta fez com que o elenco do Arsenal organizasse a bagunça

No seu primeiro dia de trabalho no centro de treinamentos do Arsenal, Mikel Arteta já demonstrou sua intenção. Ele entrou na maior sala, que serve como centro de educação, e fez uma grande bagunça com tudo que estava lá. "Eu simplesmente destruí o escritório e coloquei tudo no chão — os computadores, os laptops, os cabos", revelou.

A desordem não era apenas uma questão pessoal dele. Essa foi a primeira de muitas metáforas. A ideia era ilustrar como ele via a situação do clube e incentivar todos a se envolverem na solução.

— Depois, reuni todos e disse: ‘Escutem, isso é o que ouvi. Não sei se é verdade, mas de várias pessoas diferentes, a percepção é de que é assim que se sentem trabalhando nesta organização. Estou aqui para ajudar vocês a aproveitarem a profissão e a vida de vocês, além da paixão que todos nós compartilhamos. Se vocês desejam que eu os ajude a fazer isso, têm dois minutos para colocar tudo em ordem e, pelo menos, estarem prontos para trabalharmos juntos’. E saí.

Arteta até temeu que aquele poderia ser seu último dia como treinador. "Se aquilo tivesse continuado daquela forma, eu não teria mais emprego!", brincou. No entanto, dois minutos depois, tudo estava organizado.

— Todos estavam em silêncio, com os olhos bem atentos e prontos para ouvir. Eu disse: ‘Isso é apenas o começo. É algo em que precisamos nos comprometer diariamente. Seja o que for que quisermos alcançar, teremos que fazer juntos. Não posso fazer isso sozinho. O problema que temos é muito mais profundo do que isso, mas a oportunidade é infinita’.

O objetivo do treinador era unir todos os envolvidos: desde os proprietários americanos, Stan e Josh Kroenke, até os jogadores e a torcida, que estava desconfiada em relação a um time instável.

— Eu disse: ‘Se conseguirmos conectar todas essas partes, podemos criar um monstro’ — recordou.

Mikel Arteta e elenco do Arsenal celebram conquista da Premier League 2025/26Mikel Arteta e elenco do Arsenal celebram conquista da Premier League 2025/26 (Foto: IMAGO / Visionhaus)

O que motiva o técnico a ter ideias tão diferenciadas?

Arteta descreveu suas abordagens inusitadas como voltadas para "prestar atenção" ao ambiente. "Qual é o sentimento? O que os jogadores precisam? O que eles estão buscando?", questiona-se para entender como manter o grupo motivado em um trabalho de longo prazo, que deve se estender por pelo menos mais quatro anos.

— Estamos juntos há sete anos, e eu gosto que eles sintam que entram no CT e pensam: ‘OK, o que será hoje?’.

Essa é uma demonstração da dedicação do espanhol, que visa colher os frutos de seu trabalho atualmente. Não foi uma tarefa fácil, especialmente após o oitavo lugar nos primeiros anos e os três anos consecutivos como vice da Premier League. O técnico deseja mais conquistas.

— O que decidi no dia em que aceitei essa oportunidade incrível foi: vou dedicar minha vida, minha alma, todo meu conhecimento e minha capacidade máxima para realizar um sonho: conectar este clube de futebol de cima a baixo.

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Jenyffer Diógenes

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